26 abril, 2008

a minha mamã é a melhor do mundo


Já muitas vezes me disseram que sou uma "menina da mamã". Pois aqui estou eu para oficializar a coisa: sou mesmo! Temos uma relação como muitas melhores amigas não têm, mas nunca nos demitimos do nosso papel de mãe/filha (às vezes ainda me puxa as orelhas e dá ralhetes).

Penso que a nossa fase mais "obscura" foi a minha adolescência. Eu estava possuída por alguma força estranha, irreverente e contestatária. À noite, antes de dormir, a minha mãe devia pensar: «o que é que esta moça irá aprontar amanhã?» Apesar de tudo, nunca deixou de gostar nem um pouquinho de mim. Felizmente a adolescência passou!

Uma das coisas que mais aprecio é que nunca teve para mim um sentimento de posse. Sempre disse que eu sou uma pessoa individual, que não lhe pertenço. Se hoje lhe dissesse que amanhã faço as malas e vou para o outro lado do mundo, tenho a certeza absoluta que diria: «Boa! Vai e aproveita! Faz amigos e sê feliz!»

É uma Mulher fantástica, uma excelente profissional e uma amiga sempre presente. Foi uma filha exemplar e dedicada!!! Tem força e garra que inspiram quem com ela convive. Trabalha com a porta do escritório aberta e quem quiser, pode entrar nem que seja para apenas falar um pouquinho (aquele pequeno sofá deve ter efeitos terapéuticos).

Tenho razões para dizer que a minha mamã é mesmo a melhor do mundo, não tenho?



Bem... depois de meia hora ao telefone, falando de assuntos triviais como o barulho que os pardais fazem de madrugada no beiral da tua janela e da onda que te arrastou, é melhor continuar a trabalhar :)

3 comentários:

Sandra disse...

Olá linda!
A tua mãe é realmente uma pessoa fantástica, muito, muito especial.
beijinhos para ti e para ela.

Anónimo disse...

Obrigada pelos elogios.
Esta situação faz-me refletir sobre a resposta de um amigo de adolescência: Tu tiveste sorte com as tuas filhas.
Será que é mesmo sorte? Um pouco, mas também muito esforço, não só meu, mas sobretudo das minhas filhas, que no meio dos tumultos da vida souberam viver, sobreviver e ainda aprender a ser gente.
A minha contribuição tem sido dar-lhes amor, carinho alguns sermões, mas acima de tudo tenho tido a capacidade do desprendimento possivel, se calhar não o desejável, para as deixar crescer por si sós.
São o meu orgulho de amor.
Agradeço a Deus o pouco que fiz de bom.
Beijocas
Mammy

Barragem de Sta Clara-a-Velha disse...

Fogo amiga, quase que chorei...e tu sabes bem pq...enfim situações! Mas confirmo tudo o que disses-te a tua mãe é mesmo excepcional! Um beijo grande para as duas princesas!

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